quarta-feira, 24 de abril de 2019 7:1030

Boca e River empatam no primeiro jogo da final da Libertadores

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Terminou com um empate em 2 a 2 a primeira partida da final da Copa Libertadores, neste domingo (11), entre Boca Juniors e River Plate, em La Bombonera.

A definição do título ficou para o próximo dia 24 de novembro, no Monumental de Nuñez, estádio do River Plate.
Quem vencer, fica com o título. Novo empate levará a decisão para os pênaltis. Ao contrário do que aconteceu em fases anteriores, na final o gol fora de casa não é critério de desempate.

A partida, que começou morna, esquentou a partir dos 25 minutos do primeiro tempo, quando a torcida do Boca já começava a se impacientar com os seguidos erros de passes de sua equipe, os ataques mais organizados do River e com a contusão de Pavón, que acabou saindo para a entrada de Benedetto.

O primeiro gol do Boca, marcado por Ábila, reacendeu a torcida, e todo o estádio começou a cantar e a gritar cada vez mais alto. Assim, quem estava distraído mal percebeu o empate do River, que ocorreu pouco mais de um minuto depois do gol boquense, em finalização de Lucas Pratto.

Como o jogo teve apenas uma torcida presente (no futebol argentino a entrada de visitantes é proibida desde 2013) a única comemoração pelos gols de empate do River Plate foi dos jogadores entre si.

Depois de tomar o segundo gol, anotado por Benedetto em uma cabeçada após lançamento para a área, o River Plate voltou para o segundo tempo atacando mais, abandonando a linha de defesa com cinco jogadores plantados atrás, como haviam iniciado o primeiro tempo.

Assim, chegaram ao segundo gol, depois de uma cobrança de falta em que um defensor do Boca, Izquierdoz, desviou a bola e fez contra.

Quando o empate parecia consolidado, os dois times fizeram alterações na tentativa de reanimar a partida. O Boca colocou em campo Carlos Tévez. O River, o colombiano Quintero. As mudanças, porém, não surtiram efeito.
A final da Libertadores de 2018 é a primeira entre dois times da mesma cidade na história. Será a 21ª conquista de uma equipe de Buenos Aires.

Se o Boca Juniors for campeão no próximo dia 24, vai igualar o Independiente como o maior campeão continental da história, com sete títulos. O River pode chegar ao seu quarto troféu.

TÉCNICO DO RIVER

Assim como aconteceu em La Bombonera, o técnico do River Plate, Marcelo Gallardo, não poderá comandar a equipe do banco de reservas. Mas pelo menos poderá estar no estádio, algo que lhe foi proibido na partida deste domingo.

Antes do jogo, seguranças do estádio e policiais chegaram a revistar o vestiário dos visitantes para tentar encontrar aparelho eletrônico com que pudesse ser feita comunicação da comissão técnica com Gallardo, que viu os 90 minutos no Monumental, ao lado do dirigente Enzo Francescoli, ex-jogador do River.

A restrição é porque, suspenso pela Conmebol na semifinal contra o Grêmio, em Porto Alegre, o treinador falou com seu assistente via rádio durante o jogo e foi ao vestiário no intervalo.

SEM ADIAMENTO

O dia amanheceu com uma pequena garoa, o que animou os torcedores, depois do dilúvio do sábado (10), que causou o adiamento do jogo.

Quando, às 11h, a Conmebol analisou as condições do gramado e anunciou que haveria jogo, a torcida começou a se dirigir ao estádio. O clima foi muito mais calmo na entrada da Bombonera perto do nervosismo dos torcedores no último sábado, que faziam o possível para saltar poças e atravessar ruas cheias de água para chegar à entrada do estádio.

Ali esperavam pessoas que, vindas do interior do país, tinham dormido em seus carros ou na casa de parentes. Alguns atenderam a propaganda da boate Crocodilo, que chamou os torcedores que ficaram “sem teto” entre sábado e domingo, a passar a noite ali. O dono é torcedor do Boca.

“Foi melhor do que ficar aqui”, contou, rindo, Josue Valdéz, que veio de Misiones com o pai, que acabou dormindo na casa de um parente.

BOCA JUNIORS

Rossi; Jara (Buffarini), Magallán, Izquierdoz, Olaza; Pablo Pérez, Barrios, Nández; Pavón (Benedetto), Ábila, Villa (Tévez). T.: Guillermo Schelotto

RIVER PLATE

Armani; Montiel, Maidana, Martinez (Ignacio Fernández), Pinola, Casco; Enzo Pérez (Zuculini), Ezequiel Palacios, Gonzalo “Pity” Martínez (Quintero); Borré, Lucas Pratto. T.: Matías Biscay (Marcelo Gallardo cumpriu suspensão)

Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Juiz: Roberto Tobar (Chile)
Cartões amarelos: Jara, Villa, Ábila, Tévez (Boca); Casco, Borré (River)
Gols: Ábila, aos 33min, e Benedetto, aos 45min do primeiro tempo (Boca); Pratto, aos 35min do primeiro tempo, e Izquierdoz (contra), aos 15min do segundo (River)

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